segunda-feira, 13 de abril de 2009

Eu estava tentando dormir, eu demoro a conseguir. Nunca havia tido problemas com o sono, ele sempre me veio suave, mas de uns meses para cá tudo parece ter mudado, as coisas, antes suaves, passaram a ser um pouco mais árduas, mas eu não me espanto fácil com mudanças. Sempre acreditei que: mudar nunca é perda de tempo! Mesmo que se trate de uma mudança involuntária. Não devemos mesmo ter o direito de escolher nossas mudanças, tira a espontaneidade da vida, as coisas devem ser como são, não estou falando em aceitação total e plena ( Essa forma de viver tira o prazer da luta para se conquistar as outras coisas todas ). Estou falando em aceitar que somos seres mutáveis. É do ser humano mudar sem que perceba, um belo dia, as coisas todas não são outras, só estamos vendo tudo por um ângulo um tanto quanto menos intenso. Porque quanto mais envelhecemos, menos intensidade corre por nossas vidas (Não estou sendo dramático) [Minto, estou sim! Na verdade, eu sou extremamente dramático]. Mas essa é uma verdade a qual me baseio. Não se deve querer ser intenso sempre, pessoas velhas e intensas tornam-se ridículas (Mas, por favor, não estou dizendo que velhos devam ser chatos, eu acredito no casamento entre a comédia e a maturidade). É importante falar sobre velhice e essas coisas futuras, sou jovem e me sinto intenso e pronto para engulir o mundo (mas sinto receio que o mundo não me queira tanto assim), mas pretendo engolir bem menos coisas do mundo quando envelhecer. Mas esse é o meu modo de enfrentar a vida. Por favor, encontrem a verdade de vocês, a minha é triste e é minha demais e eu não suportaria que alguém ao ler isso tudo, encarasse como algo digno de ser respeitado ou seguido. Eu só quero envelhecer e não ser intenso, pois é nisso que constituirá a minha futura verdade. Precisamos todos nos apoiar em verdades vindouras e frágeis, elas são nossa base. Acho que estou com sono agora.