quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
...o último dia do ano...
o último dia do ano. Eu juro que queria escrever algo extremamente relevante aqui, mas sinto-me tão pequeno e inútil diante da humanidade que não me atrevo escrever muitas coisas. Somente escreveria o básico. Mas escrever o básico ofende bastante a minha altivez, eu sou arrogante demais e tradicional demais para deixar que grandes datas e momentos passem sem que seja escrita ou escutada uma palavra minha, é contra a minha natureza não sentir esses dias. Mas escrever exatamente o que? Nada de muito importante me vem à cabeça. O que é um problema e acaba por ratificar a idéia de minha inutilidade humana. Mas oh Deus (se é que eu acredito em um) como isso tem pouca importância. Fiquemos com o básico: Feliz Ano Novo!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
...sem nicotina...
eu tô com fome e ainda não tomei banho,e estou em meio a uma crise de abstinência de nicotina (E não há nicotina ao redor), minha vida poderia ser mais desgraçada ou estou sendo ingrato e infantil?
...eu minto...
eu não quero que esse blog, torne-se algo exclusivamente sobre mim. Mas não sei lhe dá uma função também, então vou escrevendo as coisas que penso. É mais fácil. E também tenho um temor esquisito de ser descoberto através do que escrevo. Não haveria nada mais desesperador. Eu sou vaidoso demais para ser descoberto, assim. Não gosto de entregar o que eu sou através de palavras escritas ou faladas, eu jamais me perdoaria se eu me denunciasse e perdesse o charme do mistério da descoberta. Eu sou vaidoso demais para ser descoberto. Vaidoso demais. Mas chega. Isso nunca mais será sobre mim. Minto.
domingo, 28 de dezembro de 2008
...aprendendo a ser...
...é porque há uma necessidade absurda em ser. Espero mesmo um dia qualquer, está escrevendo algo inútil ou fútil (que seja sobre mim mesmo, não importa) e eu pararia e olharia para o que havia acabado de escrever e pensaria: "Então esse sou eu. Que retrato fantástico de mim mesmo!" - Melhor estão as crianças sem a angústia da pressa de viver e sem a notória necessidade adulta de achar um lugar no mundo, um lugar para ser, necessidade tola de ser. Crianças não tem essa necessidade. Elas não se angustiam, porque não pensam em tentar ser. Adultos tentam ser, a maioria não consegue e acabam por deixar de lado suas próprias emoções. Mas isso é um outro fato marcante da história triste da humanidade adulta. Como ser adulto cansa.
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