sexta-feira, 23 de outubro de 2009
...de ser notado...
Pessoas são estranhamente confusas e fazem coisas estranhas ao meu redor todos os dias. Eu nunca tentei ser normal e, particularmente, isso me é extremamente difícil. Eu cansaria fácil se tentasse ser só mais um. Eu prefiro tentar somar. A quem estou tentando enganar? Eu não sou de todo especial. Eu gosto mesmo é de ser notado.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
completo
Acordei tão vazio hoje, odeio esse tipo de sensação, a saudade nem sempre é coisa boa e deixa marcas e mágoas. Às vezes, eu só queria acordar e perceber que sou extremamente jovem ainda e sem nenhuma responsabilidade a não ser a do dever ser humano e viver (o que já é deveras complicado), coisas mudam, pessoas mudam. Já fui taxado de vários adjetivos mas não deixo que as aparências alheias me condicionem, eu posso até não saber quem sou mas sei exatamente o que eu não quero (ou devo) ser. Na maioria das vezes tanto vazio em mim é preenchido logo após uma boa xícara de café e uma conversa desinteressada com alguém familiar. Nesse momento eu volto a me sentir completo.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Recado para um coração partido
Meu caro, sinto que você esteja passando por um momento tão complicado mas é apenas uma fase ou momento triste o que ocorre sempre. Não se decepcione com os sentimentos do mundo por alguém ter errado contigo. Não julgue a si mesmo pelos erros alheios, pois seu único erro foi o de ser crédulo na boa-fé e nos bons sentimentos. Em regra, sou extremamente descoordenado com palavras que não estejam voltadas para o mundo jurídico, mas me senti na obrigação de lhe oferecer algum tipo de apoio nesses instantes passageiros de raiva, é porque, ao final de tanta mágoa haverá o outro lado da raiva e nesse outro lado chega a ser um grande alívio termos um coração partido (eu recomendo sempre que as pessoas se deixem partir o coração). Porque...sabe o que é bom nos corações partidos? É que só podem se partir de verdade uma vez. O resto são apenas arranhões.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
...chorando menos...
é que são dias estranhos, esse ano é um ano estranho. Um ano de grandes modificações extremamente pessoas e insólitas, eu pensei que estava preparado para tudo isso, talvez eu não seja tão forte assim, mas eu estou tentando ser. Certa vez me disseram que não ser também é uma forma de ser, eu resolvi quase que do nada me apegar a esse conceito, talvez como uma desculpa por não ser tão forte ou por ser insuficientemente frágil. Eu queria ter a força dos deuses antigos e dos grandes homens da antiguidade, hoje eu me sinto bem menos que uma criança na barra da saia da mãe. Sinto falta de pertencer a saia da minha mãe, lá não é mais meu lugar e toda vez que estou lá, sinto-me deslocado, sinto-me em um lugar o qual não pertenço. Sinto medo por querer ser forte, mas eu tenho que querer. Eu preciso ser para vencer a solidão. Eu preciso ser. "Não ser" tornou-se deficiente. O bom é que hoje em dia suporto mais as adversidades e choro menos.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Eu estava tentando dormir, eu demoro a conseguir. Nunca havia tido problemas com o sono, ele sempre me veio suave, mas de uns meses para cá tudo parece ter mudado, as coisas, antes suaves, passaram a ser um pouco mais árduas, mas eu não me espanto fácil com mudanças. Sempre acreditei que: mudar nunca é perda de tempo! Mesmo que se trate de uma mudança involuntária. Não devemos mesmo ter o direito de escolher nossas mudanças, tira a espontaneidade da vida, as coisas devem ser como são, não estou falando em aceitação total e plena ( Essa forma de viver tira o prazer da luta para se conquistar as outras coisas todas ). Estou falando em aceitar que somos seres mutáveis. É do ser humano mudar sem que perceba, um belo dia, as coisas todas não são outras, só estamos vendo tudo por um ângulo um tanto quanto menos intenso. Porque quanto mais envelhecemos, menos intensidade corre por nossas vidas (Não estou sendo dramático) [Minto, estou sim! Na verdade, eu sou extremamente dramático]. Mas essa é uma verdade a qual me baseio. Não se deve querer ser intenso sempre, pessoas velhas e intensas tornam-se ridículas (Mas, por favor, não estou dizendo que velhos devam ser chatos, eu acredito no casamento entre a comédia e a maturidade). É importante falar sobre velhice e essas coisas futuras, sou jovem e me sinto intenso e pronto para engulir o mundo (mas sinto receio que o mundo não me queira tanto assim), mas pretendo engolir bem menos coisas do mundo quando envelhecer. Mas esse é o meu modo de enfrentar a vida. Por favor, encontrem a verdade de vocês, a minha é triste e é minha demais e eu não suportaria que alguém ao ler isso tudo, encarasse como algo digno de ser respeitado ou seguido. Eu só quero envelhecer e não ser intenso, pois é nisso que constituirá a minha futura verdade. Precisamos todos nos apoiar em verdades vindouras e frágeis, elas são nossa base. Acho que estou com sono agora.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Mas eu me sinto tão distante da minha natureza humana que ser humano já se tornou lugar-comum. O comum me fascina, o ordinário me ilumina, as pessoas buscam sempre o complexo e o difícil como forma de se sobreporem aos seus próprios defeitos humanos e nisso resultam uma grande falha de caráter. A auto-estima é coisa falha na maioria de nós, eu, pelo menos (e sem querer me gabar) estou tentando mudar, mas tudo torna-se uma grande sombra e essa necessidade de mudança e de negação da natureza humana tem que vir como algo normal e extremamente dramático. Deve-se acordar e desejar drásticamente uma nova natureza que não a humana, deve-se abrir mão do complexo e aceitar por pura alma e puro gozo os prazeres fúteis do comum, o que inclui coisas óbvias e duradouras como o medo e a esperança. Gostaria de ter como sentimento mais duradouro a esperança. Mas por mais que eu tente, eu ainda sou tão humano e tão complexo e o medo me fascina. O medo é a minha complexidade.
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